Título: Robopocalipse
Autor: Daniel H. Wilson
Editora: Record
Páginas: 406
Ano: 2017
ISBN: 9788501095398
Onde Comprar: Amazon - Record

Sinopse: 
Ela está na sua casa. Ela está no seu carro. Ela está no céu. Ela está no seu bolso. E agora a tecnologia quer acabar com você. Uma inteligência artificial é criada: Archos. Em segundos de análise de dados, ela conclui que a humanidade é descartável. A partir disso, ela toma conta de toda forma de tecnologia on-line do mundo. Primeiro, pequenos bugs em equipamentos e programas são percebidos, sem que ninguém perceba nenhuma conexão entre os acontecimentos. Então, no que ficou conhecido como a hora H, Archos lança um ataque total contra a raça humana. Por isso, para detê-la, a humanidade deverá fazer algo que jamais foi tentado antes: unir-se por um objetivo em comum.

Resenha: Quando eu vi o livro Robopocalipse na listinha do mês da Editora Record eu não pensei duas vezes antes de solicitar o mesmo, pelo simples fato de eu amar ficção científica, mas também por saber que Steven Spielberg provavelmente irá adaptar esse livro para o cinema, contudo não tem data definida para que o mesmo chegue nas telonas.

"Vinte minutos depois do fim da guerra, vejo amputadores brotando de um buraco no gelo como formigas do inferno e rezo para continuar com as minhas pernas por mais um dia." p. 9.

A trama de Robopocalipse tem início em um período não muito distante, as máquinas (robôs) são primordiais no cotidiano do ser humano, foram programadas para servir a humanidade em qualquer tipo de situação, porém em determinado momento elas começam a agir por conta própria e diante dessa nova situação os seres humanos passam a ser alvos dessas máquinas que passam a ter consciência. O ser humano ao projetar essas máquinas, desenvolveram uma tecnologia artificial chamada Archos e essa tecnologia acaba por dominar qualquer aparelho tecnológico existente.

Os humanos não previram que os robôs pudessem ter a capacidade de se comunicarem entre si e as máquinas acabam por arquitetar uma guerra contra os próprios criadores. Os humanos falharam, pois sequer conceberam qualquer mecanismo como um botão de pânico para que desligassem e desativassem a tecnologia Archos e sua própria criação. Surge então uma grande guerra entre os humanos e os robôs, o caos instaura-se e um verdadeiro apocalipse acontece na terra, a era dos homens está próxima de chegar ao fim, o que era para ser a ascensão e evolução do homem através da sua criação, agora está fadado ao fracasso.
Nesse cenário terrível os humanos sobreviventes precisam se unir, buscar formas para superar a própria criação e assim, lutar contra a própria extinção. A história começa de fato quando um grupo de combatentes que luta pela resistência humana, liderados por Cormac Wallace, descobre um cubo preto repleto de informações sobre a revolta dos robôs e notas históricas detalhadas sobre a Nova Guerra, a rebelião das máquinas que foi presenciada pela humanidade no passado. Cormac preocupado com essa descoberta e com todas as informações obtidas, dá início a uma apresentação com os relatos das mulheres, homens e até de crianças que presenciaram e vivenciaram aquele período triste e brutal.

"Quando o robô levanta o braço, de repente, ele é puxado um metro para trás. Ele vira a cabeça e lá está Felipe, deitado de costas, engasgando com o próprio sangue. Faixas do seu cabelo preto e suado estão grudadas no rosto esmagado. Ele, tipo, não tem mais boca, é só uma grande ferida aberta [...]" p. 41.

Desse momento em diante acompanhamos diversos os pontos de vista de alguns personagens que estão no núcleo principal, mas também informações e descrições sobre o despertar da Archos, da hora H até o fim da Nova Guerra, ao mesmo tempo, segundo a tecnologia Archos, o ser humano criou as máquinas para terem o próprio ego massageado, para ter máquinas como escravos ao próprio bel-prazer, apenas um capricho e o homem apenas encontrou o próprio declínio e a destruição por meio da sua criação.
Opinião: Robopocalipse foi uma leitura rápida, fluida e que me envolveu, eu particularmente adoro ficção científica, então sou um pouco suspeito para falar sobre livros do gênero. Esse é um livro de poucos diálogos, quando há são rápidos e objetivos. O autor traz algumas reflexões para os leitores ao tecer uma grande crítica em sua narrativa, que é a forma de como utilizamos a tecnologia, demonstrando que somo capazes de ser "subservientes" e "escravos" da tecnologia que criamos. Não satisfeito ele deixa claro que com o passar do tempo a tecnologia vem dominando o homem cada vez mais e o tendo em rédeas curtas. 
Achei bem interessante e positivo o cenário apocalíptico construído e apresentado pelo autor, algo que me remeteu ao seriado de ficção científica chamado "Falling Skies" que teve o total de cinco temporadas. No geral eu fiquei bem satisfeito com o livro Robopocalipse, foi o meu primeiro contato com a escrita de Daniel e não tive dificuldades em assimilar e compreender a sua escrita e a história apresentada. Esse é um livro de ficção científica ambientado em um cenário pós-apocalíptico, posso dizer que o autor foi brilhante ao elaborar esse enredo, tanto é que despertou a atenção do diretor Steven Spielberg. Recomendo para todos a leitura de Robopocalipse, principalmente para os leitores que gostam de distopia (ficção científica) com ambientação pós-apocalíptica.
Sobre a Edição: O projeto gráfico apresentado pela Editora Record ficou muito bom, a capa ao toque passa a sensação de ter sido envernizada, tem a face de um robô dando um requinte a mais. A revisão ficou boa, a fonte está confortável e as folhas são amareladas. No geral gostei bastante da edição e parabenizo a editora pelo esmero que teve.
Sobre o Autor: Daniel H. Wilson nasceu em 6 de Março de 1978 na cidade de Nova York, Estados Unidos. Ele é mestre em inteligência artificial e robótica e possui Pós-Doutorado em robótica pela Carnegie Mellon University. Wilson é autor de livros de não ficção. Atualmente mora na cidade de Portland, Oregon. Os direitos de adaptação do livro Robopocalipse, foram comprados por ninguém menos que o aclamado diretor Steven Spielberg.