Gabriel García Márquez, mestre do realismo mágico, nasceu em 1928, em Aracatca, Colôbmbia. É um dos principais expoentes dessa veia literária no século XX, vencedor do prêmio Nobel da Literatura em 1982, tem como principal obra Cem Anos de Solidão, livro sobre uma aldeia da América Latina e as ligações entre sete gerações de uma mesma família.

Márquez, inicia a carreira de escritor nos primórdios da década de 50, quando muda-se para Barranquilla, onde foi morar em um pequeno quarto de bordel. Nesse período trabalhou também jornalista para o El Heraldo e iniciou sua aventura pela leitura com uma grande diversidade de autores, passando por Franz Kafka, William Faulkner à Sófocles.

O primeiro romance publicado foi La Hojarasca, lançado em 1955 e tinha como fonte de inspiração William Faulkner. No ano anterior, Márquez foi trabalhar em Bogotá, no jornal El Espectactor, onde publicava textos para falar sobre a inoperância e corrupção no governo do ditador Gustavo Rojas Pinilla.



Cem Anos de Solidão e Ativismo Político: Cem Anos de Solidão foi lançado em 1967 na Argentina. A obra é a mais conhecida do autor, rendendo-lhe diversos prêmios e aplaudida pelo público e crítica. Durante a década de 70, Márquez ficou marcado pelo ativismo político, todavia continuou escrevendo obras de realismo mágico. Apoiou durante esse período causas e ideologias à esquerda da América Latina, posicionou-se ao lado do governo comunista de Fidel Castro em Cuba.

Em 1974, após um período considerável fora da Colômbia, Gabriel García Márquez retornou ao seu país de origem e fundou a revista Alternativa e, em 1975, publicou O Outono do Patriarca. Em 1981, Márquez teve que sair da Colômbia, pois o governo local pretendia prender o mesmo, com a acusação de Márquez apoiar um grupo armado esquerdista, indo residir-se no México. Em 1982 ganhou o prêmio Nobel da Literatura, algo que foi considerado uma vitória para a literatura hispânica.

Gabriel García Márquez, faleceu em 2010, considerava-se como um jornalista que escrevia ficção, todavia criou verdadeiras obras-primas da literatura que ainda são lidas em todo o mundo.

Por Yvens Castro.